Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/08/2018

Ao longo do processo de formação do Estado brasileiro, fez-se presente uma grande discrepância social, a qual corrobora para a construção de classes econômicas. Assim nesse sistema, onde existe pouca mobilidade de ascensão a banda, As Meninas, já cantava “O rico cada vez fica mais rico e o pobre cada vez fica mais pobre.” Sobre essa lógica capitalista, não é incomum encontrar pessoas vivendo nas ruas, invisibilizados e marginalizados, esses indivíduos seguem um número crescente. Tal situação persiste, devido a desproteção do Poder Público, além do desamparo social que reage a essa questão com muita intolerância.

Deve-se mencionar que, umas das metas da ONU é acabar com a fome, a miséria e proporcionar qualidade de vida a todos, no entanto, quando a problemática se enquadra aos moradores de rua, o Governo não assiste esses cidadãos. Assim, percebe-se que a gestão do Estado não proporciona a devida relevância a essa questão que, não é atual e tem grandes dimensões, dessa forma, o utópico sonho de ter seus direitos básicos, que são assegurados pela Constituição, aparentam ser irreais.

Cabe também ressaltar que, esse retrato social é ordinário no cotidiano das pessoas, destarte a invisibilidade torna-se normal. Seguindo essa linha, o individualismo dessa geração, acredita doer mais uma dor de dente, que uma guerra na China, como afirmava Eça de Queiroz. Além da falta de empatia o problema se intensifica quando a intolerância ganha proporção em que homicídios e violência estampam capas de jornais. O fato é que esse discurso de ódio alimentado por pessoas que classe média alta, extramente conservadoras colocam a culpa na vítima, como se a mesma fosse responsável da situação que se encontra, o que não justifica ações de agressão contra o indivíduo, como os casos de moradores de rua mortos queimados. Revelando que circunstâncias como essas vai além de quesito político, mas também moral e ético.

Fica claro portanto que, essa problemática vem acompanhado a identidade brasileira e por isso deve ser combatida. Para tanto é necessário que, a Secretaria de Habitação junto com a Assistência Social, promova moradia e alimentação ainda que provisório, mas que proporcione o indivíduo a reinserção no mercado de trabalho e na vida pública. Conta-se também, com apoio social de movimentos filantrópicos, que estejam dispostos a oferecer uma chance a esses indivíduos com campanhas de distribuição de alimentos e roupas. Assim tratando causas e minimizando efeitos é que inverteremos a real situação dessa mazela social.