Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/08/2018

A questão social dos moradores de rua no Brasil, é um problema bastante preocupante, já que não surge apenas de um motivo, e sim, de diversos fatores que contribuem para que a situação de vida nas ruas só aumente. São pessoas que indubitavelmente passam seus momentos diários e noturnos nas ruas como por exemplo, em praças, calçadas, em baixo de pontes e viadutos, que além disso dependem de esmolas para sobreviver.

Acredita-se que morar nas ruas não seja uma tarefa fácil, já que diariamente enfrentam situações como violência, fome, falta de higiene e etc. Uma pesquisa feita pelo Censo Nacional sobre a População em Situação de Rua foi realizada pelo Ministério do Desenvolvimento Social nos anos de 2007 e 2008, que observou os principais fatores que levam a esses moradores optar por esta vida. Como resultado, em primeiro lugar encontra-se o alcoolismo e as drogas, perda de emprego e conflitos familiares, respectivamente.

Atualmente, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, (IPEA), existem cerca de 101 mil moradores de rua que estão concentrados nos grandes municípios do país. Do total dessa população, a imensa maioria são homens, que representam 82% e logo após as mulheres com 18%. O morador de rua, acaba adaptando-se à solidão e o modo de vivência criando laços de amizades, o que dificulta querer sair dessa situação quando são oferecida ajuda e apoio, e muitas vezes quando aceitam, não conseguem mudar de vida e acabam voltando para as ruas.

Desse modo, cabe aos estados e municípios brasileiros com apoio da Assistência Social, garantir a dignidade humana e o direito à moradia previsto na Constituição. O Governo Federal pode auxiliar com recursos financeiros aos municípios a fim de que incentivem na criação de projetos para o oferecimento de empregos e cursos profissionalizantes e alternativas de moradia ou até mesmo um local específico para os moradores com direito a higiene, alimentação, repouso e outros mais.