Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 24/08/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948, assegura a todo cidadão o direito à moradia. Entretanto, cidadãos brasileiros sofrem com o mal auxílio desse benefício, visto que segundo uma pesquisa publicada pelo Ipea com base em dados de 2015 projetou que o Brasil tem pouco mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas. Nesse contexto, é importante salientar os motivos que impedem essas pessoas de adquirir uma propriedade privada.
A priori, é importante ressaltar que majoritariamente moradores de ruas são indivíduos sem escolaridade que passaram por uma decepção em sua vida particular ou ainda por abandono familiar. De acordo com o Ministério de Desenvolvimento Social 35,5% dos moradores de rua encontram-se em tal situação devido ao alcoolismo e as drogas, sendo assim, essas pessoas visam a rua como um ambiente no qual serve de evasão dos conflitos hodiernos e acabam deixando suas casas. Ademais, tem-se a problemática das sociedades cada vez mais capitalistas, o desemprego estrutural tem colaborado para o aumento no índice de habitantes que vivem nas ruas, comprometendo sua sobrevivência.
A posteriori, tem-se o desinteresse estatal em relação a vida desses indivíduos, influenciando diretamente o comportamento da sociedade, que reproduz o descaso ao incorporar essas pessoas sem moradia no corpo organizacional, corroborando para a exclusão social dessa parte da população. Embora o governo tenha tomado medidas, como o “Minha casa, minha vida”, que é o planejamento de oferecer casas para que essas pessoas possam morar, ainda assim, é uma atitude mediana que não vem dando bons resultados, visto que segundo a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), de 2011 para 2015 em uma das principais capitais do Brasil, o número de moradores de ruas aumentou. Nesse contexto, é possível analisar a escassez de providências das entidades públicas brasileiras para atender essa parcela da população, deixando esses expostos a perigos.
É evidente, portanto, que medidas intervencionistas sejam colocadas em prática, garantido aos cidadãos brasileiros o pleno exercícios de seus direitos. Sendo assim, Escolas juntamente a ONGs devem criar programas educativos, que possam estruturar o emocional dos indivíduos, a fim de prepara-los para as possíveis desilusões futuras, evitando que esses venham cair no mundo das drogas ou alcoólatras, desistindo de suas vidas e virando moradores de ruas. Ademais, é necessário que medidas como o " Minha casa, minha vida", sejam fortificadas pelo Governo, construindo um número maior de casas, essas podem ser construídas pelos próprios moradores, como formar de gerar empregos para que esse possa adquirir uma estabilidade financeira.