Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 24/08/2018
Nos sonetos de Gregório de Matos observa-se aspectos satíricos da conjuntura social da sua época. Talvez, hodiernamente o infortúnio vivenciado pelos moradores de rua seriam incorporados a suas obras. Visto que, tal adversidade negligencia questões legais e torna evidente a disparidade econômica entre os brasileiros.
Em primeira análise, frisa-se que a questão constitucional e sua aplicação se relacionam ao problema. É irrefutável, que a carta cidadã de 1988 prevê direitos como alimentação, saúde e moradia. No entanto, as pessoas desabrigadas não usufruem desses mecanismos, pois, vivem em condições insalubres e, por vezes, retiram do lixo algo para comer.
Ademais, ressalta-se que a disparidade social já era vivenciada no período colonial brasileiro na relação entre a elite branca e os escravos. Entretanto, essa estratificação ainda persiste na contemporaneidade do país. Tal fato, pode ser ilustrado no antagonismo entre os que viajam pelo mundo hospedando-se em hotéis luxuosos e a população de rua restrita aos limites da sua cidade se adaptando a dormir em pedaços de papelão.
Por conseguinte, para atenuar a problemática vivenciada pelos moradores de rua, é imprescindível que ONGs promovam ações caritativas como distribuição de alimentação. Outrossim, urge as instituições religiosas a organização de centros para os desabrigados, por meio de albergues e cursos profissionalizantes, com o intento de realizar promoção humana. Infere-se, a partir dessas medidas contribuir para a formação de contextos sociais díspares dos satirizados por Gregório de Matos.