Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 24/08/2018

A celeuma sobre o alto número moradores em situação de rua, em âmbito nacional, tem tomado grandes proporções, enraizando-se, cada vez mais, na sociedade. Consoante observava o líder ativista Nelson Mandela, todo problema deve ser enfrentado, e não ocultado. Por conseguinte, uma análise acerca dos problemas trazidos como a situação degradante em que essas pessoas vivem e a sensação de inexistência social sentida por elas, é substancial para que haja medidas eficazes e peremptórias.

De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, a sociedade pode ser comparada a um corpo biológico, por ser composta por partes as quais interagem entre si de forma interdependente. Desse modo, para que esse organismo seja igualitário e coeso, é necessário garantir todos os direitos dos cidadãos. Contudo, isso, no Brasil, não ocorre, pois, em pleno século XXI, uma parcela da sociedade é deixada de lado quanto a assistência dada pelo governo, não sendo concretizado os direitos básicos trazidos na constituição, ou seja, moradia, saúde, e educação, todos de qualidade.

importante ressaltar ainda que, segundo uma pesquisa feita pelo IPEA(Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), no ano de 2015, o Brasil apresentava pouco mais de 100 mil pessoas em situação de rua. Nesse sentido, é notável o descaso do Governo para com a situação desses moradores, visto que esse número de moradores tem aumentado drasticamente os últimos anos. No entanto, a sociedade como um todo tem importante papel para mudar esse triste cenário, já que, a grande parcela social tem mais influência sobre o governo.

Destarte, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver esse problema. Cabe ao Governo Federal expandir as ações de políticas públicas para essa parcela da sociedade, buscando uma melhora na qualidade de vida dessas pessoas, e garantindo os direitos essenciais delas. Ainda assim, a população comum deve exigir dos órgãos municipais e estatuais ações sociais com objetivo de tornar a vidas dessas pessoas mais humanizadas, com direito ao que é mais essencial: felicidade.