Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 27/08/2018

No poema O bicho de Manuel Bandeira, o eu-lírico relata ver um animal no meio da imundície de um pátio. O animal procurava e se alimentava de qualquer vestígio de alimento que viesse encontrar. Ao final da estória, o locutor surpreende-se, pois o bicho, na verdade, era um homem. Em paralelo com a ficção, a realidade vivida pelo Brasil não é diferente. Não é preciso andar muito nas ruas para se deparar com seus diversos moradores, que chegam a assemelhar-se com “bichos”.

Devido a problemas como o alcoolismo, a dependência de drogas, o desemprego, as desavenças familiares, a perda de moradia e outros fatores, o número de moradores de rua é crescente. Só no estado de São Paulo, houve um aumento de 10% em relação ao último levantamento, de 2011, que foi realizado pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.

Tal circunstância tem diversas causas. A péssima qualidade da saúde fornecida no Brasil, impede que os dependentes de drogas, imersos nas ruas, larguem o vício. A falta de criação de empregos para a população, impede que as pessoas tenham a mínima condição de possuir um lar. Aliado a isso, o total descaso do governo, que não oferece programas de assistência social para tal parcela da população, faz com que seja extremamente difícil que os habitantes das ruas saiam dessa condição.

Em face disso, com a finalidade de retirar as pessoas que residem nas ruas de tal situação, o Ministério de Desenvolvimento Social deve criar um programa de assistência social para os moradores de rua. Tal programa deve criar locais que abriguem essas pessoas. Bem como, fornecer tratamento de desintoxicação para viciados, qualificação e inserção no mercado de trabalho e assistência psicológica. Dessa forma, será possível combater as principais causas que levam os brasileiros a viver nessa condição.