Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 27/08/2018
No livro o Futuro da Humanidade do escritor Augusto Cury, este conta a história de um morador de rua que era médico, mas por causa de um acidente de transito que matou toda sua família, levou ele a morar na rua. Dessa forma, é notório um problema social, porque morar na rua está muito além de apenas pobreza extrema, pois a falta de perspectiva futura, a escolaridade e a falta de oportunidades influenciam muito na ocupação das ruas.Além disso, os moradores de rua sofrem com a invisibilidade social.
Nesse sentido, Arthur Schopenhauer se torna evidente, pois afirmava que “Todo homem toma os limites de seu próprio campo de visão como os limites do mundo”. Com isso, é importante destacar a invisibilidade que recebem os moradores de rua, pois as pessoas não tomam eles como seu campo de visão e os esquecem, como se eles não tivessem os mesmos direitos que o restante da população. No entanto, é contraditório pensar que nossos sucessos e conquistas são o resultado conquistado, mas tudo depende do meio em que nascemos, do acesso que tivemos à educação e das oportunidades de trabalho que surgiram.
Diante disso, é possível enfatizar que o problema social está muito além de não ter condições financeiras, pois o uso de drogas ou problemas familiares leva muitos ricos para a miséria espiritual, financeira e com pouca perspectiva de um futuro melhor, assim como no livro citado. Por isso, aqueles que vivem uma vida miserável não escolheram viver assim porque, naturalmente, ninguém escolhe uma vida miserável, muito menos morar nas ruas. Logo, são apenas vítimas de um sistema cruel, materialista e desumano, o qual esquece que são todos seres semelhantes e com direitos iguais.
Portanto, é inquestionável que o acesso à oportunidades define muito o que o indivíduo poderá seguir. Posto isso, o Ministério do Trabalho e da Educação deve ampliar as oportunidades para inserir as pessoas no mercado de trabalho através de ampliação do programa menor aprendiz, aumentando a idade atendida, dando oportunidade de estudo técnico para indivíduos acima de 24 anos que não conseguem emprego integral. Desse modo, as pessoas mais carentes poderão ter um trabalho que não as marginalize e dê uma perspectiva de um futuro melhor, por meio da educação e do trabalho.