Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 25/08/2018
Uma pesquisa feita pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, com base em dados de 2015, aponta que pessoas em situação de rua representam cerca de 10% da população no estado de São Paulo. A situação em que essas pessoas vivem se decorre pelos mais variados motivos e é um reflexo de discriminação social causada principalmente pelo capitalismo majoritário, que afirma o valor pessoal através de posses e condição financeira. A realidade massacrante em que moradores de rua vivem é de extrema pobreza, invisibilidade social e violência, um problema que não se mostra apenas governamental mas também um problema social.
Os motivos que levam pessoas às ruas são variados, sendo mais comuns os problemas com alcoolismo e drogas, o desemprego e desentendimentos familiares. Mesmo sendo, em sua maioria, motivos de responsabilidade governamental e social, a sociedade prefere acreditar que pessoas se tornam moradores de rua porque querem, excluindo assim os motivos reais que os levam a tal. Essas pessoal passam a viver na invisibilidade, destituídas de laços familiares, alheias às relações de trabalho e sem uma moradia digna.
Ademais, a indiferença à essas pessoas se mostra presente novamente na falta ou demora de punição contra as constante violências sofridas por pessoas em situações de rua. Os números de Aporofobia, termo criado pela filosofa espanhola Adela Cortina e que representa aversão ou violência à pessoas pobres, são cada vez maiores e a punição aos agressores, que em sua maioria são pessoas de classe média, é praticamente nula. Diante disso, se torna claro a situação de perigo em que moradores de rua vivem, sem nenhum apoio social e falta de políticas públicas que os protejam.
Indubitavelmente, se torna indispensável a criação de leis, por parte do Governo, que protejam as pessoas em situação de rua, além de reinseri-las no meio social por meio do fornecimento de empregos e tratamentos de saúde àqueles que necessitam. Ademais, é preciso também que ONG’s juntamente com a mídia trabalhem com campanhas de abrangência nacional que sensibilizem a população acerca do estado em que essas pessoas se encontram além de fornecerem apoio pessoal à essas pessoas mediante doações, cursos profissionalizantes e acompanhamento. Por fim, é preciso também que a população reconheça sua responsabilidade diante desse problema, lutando pelos direitos dessa minoria por meio de manifestações e campanhas.