Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 25/08/2018
Concomitantemente a essa questão política, quando a renomada filósofa alemã Hannah Arendt afirma que a essência dos direitos humanos é o de ter direito a ter direitos, corrobora-se a necessidade do desenvolvimento de programas sociais que assistam com melhor eficácia os moradores de rua.Contrariamente, no Brasil a injustiça social impera entre essa população mista a qual, tornou-se “invisível” diante da sociedade que os cercam.
Certamente, muitos desses moradores de rua não encontram-se nesta situação por escolha. Alguns foram parar nas ruas por causa de vícios, desemprego, violência doméstica, enquanto outros optaram por essa via devido a conflitos familiares a até mesmo por desequilíbrio de ordem biológica que acaba por afetar a saúde mental e o poder de decisão.
No entanto, o número de pessoas que passam necessidades nas cidades brasileiras cresceu vertiginosamente e, os homens que moram no estado de São Paulo representam a maioria nessa situação de acordo com uma pesquisa realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Portanto, pode-se perceber que a crise econômica que afetou o Brasil em 2014, refletiu no aumento de moradores de rua, uma vez que o desemprego leva o provedor principal de um lar a buscar outras alternativas para sustentar a família e quando não encontra acaba por ser desalojado e afasta-se dos parentes.
Logo, a questão dos moradores de rua consiste numa negligência social, pois o preconceito para com essa minoria “cega” as outras pessoas quanto a empatia. Já que os problemas que levam um indivíduo a amparar-se nas rua esbarram quase sempre em questões financeiras, o primeiro passo a ser dado e o mais importante é o governo garantir dignidade humana a eles, por meio da criação de moradias para os interessados ou até mesmo aproveitar os imóveis obsoletos pelas cidades. Assim, a propriedade privada acaba por cumprir sua função social, em prol daqueles que não tem condições de manter um “teto” e o direito é de fato instiuído.
momentâneas de manter um “teto”.