Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/08/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos proposta pela ONU ( Organização das Nações Unidas) em 1948, assegura que - todos- os indivíduos tem direito a habitação e bem-estar social. No entanto, uma parcela da população brasileira tem esse direito cercado. Nesse sentido, é preciso analisar como a ineficiência de políticas públicas e a negligência das instituições educacionais para o pensamento coletivo acentuam esse impasse.
Convém ressaltar, a princípio, que vivemos em uma sociedade capitalista que assegura a propriedade pela compra. Desse modo, a lógica do lucro vigente, acaba, por sua vez, segregando as classes mais pobres. Além disso, o Poder Público não cumpre seu dever constitucional de assegurar a habitação para aqueles que dela necessitam, obrigando-os, a viver nas ruas à margem da sociedade. Isso ocorre porque, o Estado se mantém estático a essa questão, não elaborando projetos ou ações para ajudar esses indivíduos.
Ademais, é importante relatar que a negligência das instituições sociais sobre essa conjuntura social corrobora com o impasse. Segundo o sociólogo alemão, Max Weber, as ações sociais estão diretamente vinculadas aos valores e princípios. Nesse sentido, as escolas, por exemplo, acabam negligenciando seu papel de formar cidadãos coletivos quando não tratam dessa temática no ensino.Logo, contribuindo para a individualidade e a insensibilidade com o próximo, fazendo com que pessoas que moram nas ruas sejam ignoradas pela sociedade.
Urge, portanto, a necessidade de mudar essa realidade. Cabe ao Ministério do Desenvolvimento Social por meio de verbas públicas, efetivar a criação de mais abrigos para pessoas que moram nas ruas, devolvendo dignidade e fazendo valer a Declaração de Direitos Humanos. Por fim, torna-se imprescindível que o Ministério da Educação com a mídia promova palestras e debates recorrentemente sobre o tema nas escolas e internet a fim de criar um país mais justo, coletivo e menos individual.