Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/08/2018
Realidade camuflada: Regresso social
Com o advento da Revolução Industrial e com o avanço do sistema capitalista, houve uma brusca e rápida mudança na situação econômica e social de uma classe específica. Logo, parte desta classe não conseguiu nenhuma adaptação às longas jornadas de trabalho. Desse modo, os cidadãos passaram a abrigassem permanentemente nas ruas.
Conforme a Constituição Federal de 1988, é dever do Estado garantir todos os direitos fundamentais aos cidadãos, bem como saúde, educação, trabalho, moradia, segurança, entre outros. Sendo assim, a problemática da população em situação de rua engloba diversos aspectos da esfera pública, uma vez que apresenta a atual miséria social vivenciada pelo país.
Na obra O Ensaio Sobre a Cegueira de José Saramago, o autor descreve uma cegueira à qual tem por conseguinte o caos e a desordem social de forma moral, narrando um retrocesso da espécie humana agregado ao individualismo. Dessa forma, o impasse em questão vem recebendo a indiferença social, preconceito e repressão por parte dos indivíduos que compõem o corpo social e a economia ativa.
Além disso, é importante ressaltar o vínculo direto do déficit público com as causas do aumento da inclusão de pessoas em situação de rua, como, por exemplo, o desemprego, problemas no âmbito familiar, alcoolismo, problemas psicológicos e o uso de drogas. Portanto, tornam-se excluídos sociais em virtude da distância do modelo econômico atual.
Tendo em vista os aspectos observados, é favorável que o Ministério da Educação(Mec) garanta escolaridade básica a toda população em situação de rua, por meio de programas escolares aos quais incentivem a busca pelo conhecimento e qualificação profissional. Ainda mais, a sociedade deve conscientizar-se da conjuntura dessa minoria, realizando ações sociais e filantrópicas, em virtude de alcançar a cegueira moral e abrir os olhos sociais e governamentais para uma realidade camuflada.