Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/08/2018
Em “À Procura da Felicidade”,renomada produção norte-americana,o protagonista Chris Gardner é expulso de sua residência,junto a seu filho,sendo obrigado a morar nas ruas,em metrôs e mendigando emprego.Fora dos cinemas,essa realidade assola o atual convívio social,visto que é eminente o índice de indivíduos sem moradia e que acolhem rejeições e esteriótipos fúteis.Nesse contexto,é plausível analisar a problemática vigente,sendo a ineficácia do Estado no acolhimento amplo aos desabrigados,assim como a imagem deturpada que a sociedade impõe sobre esses cidadãos,intensificando um preconceito geral.
Em primeiro plano,sabe-se que,a partir da Carta Magna brasileira,todos os indivíduos são iguais perante à Lei e cabe ao Estado o dever de assegurar os direitos básicos dos cidadãos.Todavia,analisam-se números alarmantes em relação a indivíduos que moram em vielas, construções abandonas ou debaixo de pontes,presentes 15.905 somente em São Paulo,de acordo com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social.Em tese,essa situação confirma uma baixa e ineficaz ação do aparelho estatal,que ludibria o atendimento aos moradores de rua e não acolhe de forma assídua os seus direitos integrais.Segundo o filósofo Rousseau :“O homem nasce livre e por toda a parte encontra-se acorrentado”,correntes essas que vão desde a inadimplência do poder público até a ausência de apoio aos problemas sociais trazidos pelos desabrigados,o que faz-se necessário ações por parte das gestões.
Concomitantemente a essa dimensão política,os esteriótipos de exclusão aos moradores de rua vindos,principalmente,das elites econômicas,configuram uma mazela a ser enfrentada.Hodiernamente,é perceptível a invisibilidade empregada aos desabrigados,fato esse oriundo de uma sociedade que prioriza quem consome em detrimento dos mais carentes,julgando estes pela incapacidade de prover o seu sustento ou por precisarem de amparo.Em contrapartida a essa realidade iníqua,o sociólogo Émile Durkheim afirma que: “A sociedade funciona como um organismo vivo”,ou seja,é de responsabilidade de todo sistema social priorizar mecanismos que atenuem as mazelas.Logo,o pensamento social deve se sobrepor ao capitalista nesse viés,inibindo práticas de preconceitos aos indivíduos sem moradia e promovendo a coligação de práticas de ajuda mútua para o funcionamento da organização social
Tendo,portanto,a esfera pública problemáticas ferrenhas quanto à questão dos moradores de rua,medidas são necessárias para resolver tais impasses.Cabe ao Governo Federal,a partir da elaboração de um amplo projeto que envolva a reforma de prédios abandonados para abrigar os cidadãos sem moradia,aliado a promoção da educação e de empregos,gerir e amparar esses indivíduos com situações análogas.Também,é dever da mídia,através de informativos e campanhas de doações de produtos gerais,promover o auxílio rápido e solidário aos desabrigados,corroborando a função integrada.