Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/08/2018
Em 2017, o Brasil todo pode observar a intervenção de João Doria, ex-prefeito da cidade de São Paulo, na conhecida Cracolândia. Diversos agentes trabalharam na operação montada para “limpar” as ruas da grande metrópole de usuários de drogas e moradores de rua. Tal ação colocou em pauta novamente a situação dos sem-teto e suas consequentes problemáticas. Dessa maneira, é extremamente necessário que seja discutido o assunto, que escancara ainda mais o problema social e conclama as mazelas do dia a dia desses cidadãos, que por maior parte das vezes são esquecidos e tratados com desprezo por muitos.
O Ministério de Desenvolvimento Social em 2008 constatou que grande parte dos que vivem na rua estão em tais condições principalmente pelo uso de drogas ou alcoolismo. No entanto, são diversos motivos que levam um cidadão a viver nessas precariedades sociais, desde a motivação própria ou mesmo por conta de problemas familiares, falta de emprego ou despejos. Diante de todos essas possibilidades, o assistencialismo a essas pessoas é de suma importância para que sejam discutidas maneiras de reinseri-las socialmente e oferecer um futuro mais digno.
Também, observar o dia a dia dos moradores de rua poe em discussão a heterogeneidade de seus perfis: homens, mulheres, crianças, com ou sem estudo, até aqueles que possuem emprego, mas pela ação pendular optaram por dormir ao relento. Além disso, a precariedade em que vivem - a maior parte sobrevivendo com esmolas e sem acesso a itens básicos de saúde e higiene - e são expostos a situações de total preconceito e intolerância, comprova que mesmo que sejam oferecidas alternativas para alterar tal situação, ainda assim, somos nós quem na maior parte das vezes podemos influenciar diretamente nas mudanças ao demonstrar empatia e respeito.
Portanto, é válido considerar que o Ministério do Desenvolvimento Social de fato invista em um programas de assistência social que cadastre o máximo possível de moradores de rua e possibilite a oportunidade de encontrar um emprego para assegurar pelo menos as necessidades básicas de cada um deles. Também, as prefeituras de cada município poderiam optar por utilizar imóveis desocupados com condições de salubridade, para fornecer uma moradia temporária a aqueles que seriam cadastrados no programa de assistencialismo, assim cada um teria uma certa segurança social e motivação para melhora de vida.