Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/08/2018
A industrialização no Brasil levou várias pessoas a buscarem por melhores oportunidades de trabalho no meio urbano principalmente nos últimos trinta anos do século XIX, aumentando exponencialmente a densidade demográfica nas grandes cidades e consequentemente a desigualdade social, afinal nem todos conseguiriam sucesso na busca pelo emprego.
Em centros urbanos houve a rápida evolução de casas para prédios administrativos, apartamentos de luxo e comércios, expulsando de maneira “sutil” os que tinham menos condições para áreas mais afastadas, aumentando cada vez mais a segregação socioeconômica e as especulações imobiliárias.
Tais fatos como desemprego e perda de moradia são responsáveis pela metade dos motivos dos quais uma pessoa vive nas ruas, sendo a outra metade liderada por dependência química. A invisibilidade desses cidadãos carentes é de cunho social e governamental, necessitando, assim , de projetos voltados para a redução dos moradores de rua e, principalmente, respeito e reconhecimento humanitário.
É preciso fomentar que são poucas as ONG’s voltadas para população de rua, sendo que o trabalho dessas seria fundamental para o início de uma melhora de condições dos sem teto. Além disso, o Ministério das cidades que tem como função combater as desigualdades sociais, ampliar o acesso da população a moradia, saneamento e transporte não tem investido nessa área como realmente deveria.
Assim, se torna notório a necessidade do desenvolvimento de ONG’s com maiores campanhas de doações de roupas e alimentos para moradores de rua e do Ministério das cidades com projetos e investimentos mais eficazes no seu setor, com implementação de políticas de redistribuição de rendas e da riqueza e redução de impostos sobre o consumo de bens básicos. Projetos pela Secretaria da saúde também seria de extrema importância para os moradores de rua dependentes químicos.