Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/08/2018

De acordo com o artigo 6 da Constituição Federal, é dever do Estado prover a saúde, alimentação, moradia, trabalho, entre outros direitos à população. No entanto, percebe-se que boa parte dos brasileiros não são atendidos por esses deveres do poder público, resultando num processo exclusório. Será possível reverter essa situação ?

Sabe-se que o advento do modelo econômico capitalista trouxe diversas mudanças nas sociedades, entre as quais: o aumento das disparidades socioeconômicas. Com isso, é notório um processo excludente de determinados grupos com baixa qualificação técnica-profissional, ficando às margens do mercado laboral. Como resultado disso, percebe-se um número crescente de moradores de rua no Brasil.

Aliado a isso, há, ainda, outro fator importante relacionado a esse tema, o número cada vez maior de pessoas viciadas em bebidas alcoólicas e drogas, de acordo com a OMS (organização mundial da saúde). Percebe-se que pessoas nessas condições são muito recorrentes entre os moradores de rua, necessitando de apoio do Estado.

É perceptível as condições de vida deploráveis dos moradores de rua, expostos constantementes às doenças contagiosas e qualidades de vidas insalubres. Diante disso, percebe-se o risco de vida que essas pessoas têm. Além do mais, Vê-se com muita frequência uma quantidade grande de crianças e idosos nessa situação, justamente as faixas etárias mais suscetíveis às contaminações.

Para isso, é necessário que o Estado promova cursos de habilitação profissional aos cidadãos para lhes garantirem capacitação técnica. Com relação aos vícios estimular campanhas e tratamentos com ajudas médica e psicológica é fundamental para prevenir e combate-los de modo preciso. Para garantir o acesso à saúde dos moradores de rua é necessário que os membros de saúde do Estado assegurem medicamentos e tratamentos a todos de forma adequada. Com isso, diminuirão as desigualdades sociais.