Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/08/2018

De acordo com um levantamento feito pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, cerca de 16 mil pessoas vivem nas ruas na cidade de São Paulo; estes encontram-se inseridos no processo de exclusão social e, frequentemente, incorporam o grupo de vítimas da violência urbana. Em suma, no Brasil, os problemas que envolvem a estruturação das camadas sociais permanecem presentes, o que se deve a fatores como a segregação social e a falta de assistência do governo.

Com a expansão do capitalismo e o processo de industrialização brasileiro, a década de 50 foi responsável por introduzir níveis de distanciamento maiores de uma camada para outra. A desigualdade social sempre esteve presente desde a formação das primeiras sociedades, contudo, graças ao cultivo da cultura de consumo: “você vale o que você tem”, uma parcela (pobres e moradores de ruas) dos indivíduos é desprivilegiada em ter acesso ao que os demais grupos têm – educação, moradia, etc.

Ademais, a assistência oferecida pelo Estado é mínima; moradores de ruas são, muitas vezes, esquecidos pela população e pelo governo federal e as condições de vida em que se encontram são precárias. Logo, essa comunidade tem seus direitos constitucionais violados – direito à saúde, moradia, educação, segurança, etc., ocasionando um rompimento do que a Constituição disponibiliza como direitos de todos. Dessa forma, fica evidente que os benefícios oferecidos pelo Estado são limitados, uma vez que, a população mais necessitada é a mais desprovida de privilégios.