Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/08/2018

Jean-Paul Sartre, representante do existencialismo, pontuou: “a violência, seja qual for a maneira como ela se manifesta, é sempre uma derrota. Nesse sentido, umas das derrotas sociais mais debatidas, na contemporaneidade brasileira, é sobre a questão dos moradores de rua. Frente a provectos fatores histórico-sociais e o não seguimento do Imperativo Categórico o impasse, de caráter retrógrado e inercial, instala-se.

É indubitável que essa problemática não teve princípio hoje, já que no período escravocrata brasileiro, escravos que fugiam da violência dos seus senhores se alojavam nas ruas dos centros urbanos. Por conseguinte, a escravidão foi extinta, no entanto, o estilo de “morar na rua” perpetua-se, e não é apenas por uma questão racial, pois, hoje, além disso tem-se a questão socioeconômica do indivíduo, o qual vive em um meio bastante segregacionista que não o ajuda a reequilibrá-lo tanto psicologicamente, socialmente como financeiramente, o que acaba por romper o direito de que todos são iguais perante à lei.

Ao analisar o tema, vê-se que ativismos nas redes sociais, que lutam em prol da dignidade humana de mendigos, já minimizou diversas derrotas. No entanto, o Imperativo Categórico do filósofo Immanuel Kant, “age de tal modo que tu possas querer que a tua ação se torne uma lei universal de conduta”, tem os valores corrompidos no âmbito social. Isso, se deve, em razão do egocentrismo humano de proprietários de terras, os quais possuem uma grande concentração de áreas e, pelo fato de pensarem apenas em si não se preocupam em doá-las aos necessitados, sendo assim, acabam por não deixarem leis universais de condutas.

É evidente, portanto, a questão do morador de rua no Brasil. Através disso, a aplicação de forças que impedem o percurso de uma cultura retrógrada é imprescindível. Diante disso, o Ministério Público, por meio da Receita Federal, deve investir em um centro de reequilíbrio do morador de rua, que vai alojá-lo, para assim receber o auxílio de psicólogos, contabilistas e administradores, os quais irão ajudar na estabilização de vida desse morador. É mister, também, que o Ministério da Educação incentive em campanhas escolares que mostrem aos alunos a como ser empático, para assim chegarem na vida adulta e se conscientizarem dos bons atos. Tudo isso, a fim de evitar ignorâncias contraproducentes.