Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 27/08/2018

Historicamente, desde a sua formação é perceptível que a sociedade brasileira sempre apresentou grupos sociais excluídos, exemplo disso, foi os indivíduos expulsos para as periferias durante a Primeira República. Hoje, percebe-se que essa lógica não mudou uma vez o contingente de pessoas morando nas ruas está aumentando. Nessa perspectiva, é necessário analisar a exclusão social, bem como o desemprego.

Em primeira instância, a exclusão social é um fator determinante nessa problemática. Como dizia Jean Jacques Rousseau “a natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável”. De maneira, análoga, ao pensamento de Rousseau, hoje, pode-se dizer que a sociedade brasileira vem deixando os indivíduos miseráveis, porém, com pobreza, uma vez que os moradores de rua são submetidos a invisibilidade social, fome e condições precárias devido a estratificação e alto índice de exclusão social no país.

Além disso, o desemprego está entre as causas dessa problemática. Segundo o IBGE, a taxa de desemprego subiu para 13,5%. Com isso, a tendência de moradores de ruas é aumentar, pois sem trabalho as pessoas não conseguem manter estabilidade, visto que muitos brasileiros vivem de aluguel e sem serviços acabam morando nas ruas devido não terem dinheiro para manterem-se , bem como mal conseguem ganhar o capital para alimentação.

Torna-se evidente, portanto, que essa situação é precária e precisa ser resolvida. Diante disso, cabe ao Estado gerar mais empregos, por meio de incentivos fiscais a empresas multinacionais, bem como a criação de empresas estais que trabalhem em todos os setores da economia, promovendo serviços a todas as camadas sociais, a fim de reduzir problemas relacionados com a exclusão social e o desemprego como os moradores de rua. Dessa maneira, pensamentos como de Jean Jaques Rousseu não será cabível a realidade da sociedade brasileira.