Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/08/2018
Desde o século XIX, o capitalismo tem se firmado como modelo econômico predominante, nessa perspectiva, uma das do sistema liberal é o direito a propriedade privada. No entanto, ao mesmo tempo que a prosperidade de uma parcela diminuta da sociedade cresceu exponencialmente, uma parte muito maior foi expropriada deste direito básico, criando uma massa de indivíduos que, sem opções, vive na rua.
Sob esse viés, um dos fundamentos da Constituição de 1988 é a valorização social do trabalho e da livre-iniciativa. Em outras palavras, é dever do Estado promover as condições necessárias para que os cidadãos tenham meios de se manter economicamente. Porém, os governos estão falhando em garantir esta disposição da Carta Magna, o que se reflete na camada social que vive nas ruas, visto que, 50% destes que vivem à míngua , estão na rua por fatores econômicos como desemprego, e consequentemente, insuficiência de condições para manter uma moradia.Dessa forma, a negligência estatal acaba por acentuar a desigualdade social, gerando perdas incalculáveis a sociedade.
Outrossim, a Teoria da Ação Comunicativa de Habermas diz que comunicação entre os cidadãos pode eliminar as lacunas sociais. Sendo assim, as mudanças sociais são definidas pela capacidade da população em influenciar as práticas de seu contexto. Com isso, é preciso que a sociedade em geral se sensibilize e dê mais atenção à aqueles em que vivem na miséria das ruas, conscientizando-se de que o direito do próximo está sendo ferido e , por isso, a sociedade como um todo é prejudicada.
Portanto, para amenizar essa moléstia social é preciso que o Governo Federal repasse uma parcela maior de recursos à prefeituras, para que as mesmas criem Centros de Atenção ao Morador de Rua em áreas críticas, onde os sem-teto, passariam a noite, receberiam comida, ajuda psicológica, atenção médica e durante o dia teriam aulas de cursos técnicos variados, assim, os moradores teriam condições de se manter e sairiam da situação deplorável em que vivem.