Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/08/2018
Segundo o filósofo John Locke, o Estado deve garantir a posse da propriedade privada aos cidadãos. No entanto, não há o cumprimento desse dever no Brasil, visto que com o avanço do capitalismo, a situação econômica e social dos indivíduos foi modificada, podendo ser observada diante do quadro em que os moradores de rua se encontram. Tal cenário se mantém pelo desprezo governamental e populacional.
Apesar da Constituição Federal de 1988 garantir o direito à moradia para os cidadãos brasileiros, ainda é possível encontrar milhares de moradores de rua em cada cidade. Esse fato é perceptível tendo em vista o aumento de 1427 pessoas nas ruas em comparação ao levantamento feito em 2011 em São Paulo, de acordo com a Fundação de Pesquisas Econômicas.
Além disso, a naturalização desse contexto pela sociedade também dificulta o processo de inclusão social desses indivíduos, de modo que a questão deles se torne cotidiana para os que a observam. Seguindo a linha do sociólogo Durkheim, o qual afirma o fato social como maneira de agir e pensar, a negligência populacional absorve toda essa situação como senso comum.
É imprescindível, portanto, a participação do Governo Federal em parceria com a Secretaria Nacional de Assistência Social, que devem criar ações que promovam e garantam, principalmente, a moradia, saúde e alimentação dos indivíduos que moram nas ruas, assegurando os seus direitos constitucionais, a fim de que eles sejam incluídos e protegidos na sociedade. Ademais, devem também incentivar a população à ideia de coletividade e empatia, com auxílio das redes de televisão que podem criar propagandas que divulguem a situação desses moradores e motivem a ajuda ao próximo, para que, com isso, eles sejam tratados e considerados cidadãos como sempre deveriam ser.