Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/08/2018

Após a abolição da escravidão em 1888 pela princesa Isabel, o Brasil passou por intensas mudanças sociais. Isso, pode ser visto na ausência de políticas públicas que amparassem os ex-escravos, o que os deixou marginalizados na sociedade. Tal fato, repercute até a atualidade brasileira, já que, cada vez mais, o número de moradores de ruas cresce, decorrente, principalmente, do uso de drogas ou do desemprego. Desse modo, medidas que transformem essa realidade, fazem-se necessárias, uma vez que isso, se tem tornado um problema social no país.

Em primeira análise, é importante ressaltar que os usuários de drogas compõe o maior índice de moradores de rua, como mostram dados do IBGE (Índice Brasileiro de Geografia e Estatística), em que cerca de 36% dessas pessoas são acometidas pelo vício em álcool ou drogas. Segundo o documentário exibido pelo programa  Profissão Repórter, o aumento do número de moradores de ruas chegou em 2016, a pelo menos, 15 mil pessoas. Isso, pode ser visto nos grandes centros urbanos, como no Rio de Janeiro e especialmente em São Paulo, onde a cracolândia existe e torna o tráfico de drogas intenso na região.

Em segunda análise, cabe discutir o quanto o avanço do capitalismo impulsionou a exclusão social. Isso, é refletido na necessidade da população de buscar emprego para manter suas condições mínimas de sobrevivência, que consistem em ter alimentação, saúde, moradia e educação. Dessarte, dados da revista ISTOÉ, mostram que cerca de 30% das pessoas que moram nas ruas, estão ali em virtude do desemprego. Ainda, nota-se que, a exigência de experiência, aliada ao preconceito com os moradores de rua, aumenta significativamente a dificuldade desses cidadãos em conseguir renda e serem inseridos socialmente. Desse modo, é evidente que a situação demanda uma solução.

Assim, para que o número de moradores de ruas seja atenuado, a correlação entre governo e ONG é de suma importância. Ao primeiro, cabe a criação de políticas públicas que visem integrar de maneira socioeconômico essas pessoas marginalizadas. Para isso, o investimento em cursos profissionalizantes e programas habitacionais é essencial. Já ao segundo, cabe a criação de centros de solidariedade, nos quais são oferecidos banho, alimento, cama e ensino. Ainda, para aqueles moradores de ruas que são alcóolatras ou usuários de drogas, cabe ao Ministério da Saúde, o recolhimento consensual dessas pessoas, para que sejam tratadas de maneira gratuita e inseridas na sociedade.