Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 26/08/2018

De acordo com o conceito de população de rua, definido pelo IBGE, temos que: é um grupo heterogêneo constituído por pessoas que possuem, em comum, a garantia da sobrevivência por meio de atividades produtivas desenvolvidas nas ruas, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e a não referência de moradia regular. À medida que o tempo passa, as pessoas ficam ainda mais acostumadas a verem moradores de rua , fazendo com que o assunto não seja tão recorrente e não cause alerta nos órgãos públicos. Entretanto, ONG’s e instituições religiosas têm sido criadas para dar auxílio a esse grupo, oferecendo um pouco de dignidade a eles.

Os motivos que levam um indivíduo a habitar em locais públicos são os mais variados, entre eles: ausência de vínculos familiares, dependência de álcool ou drogas, problemas mentais, desemprego, violência doméstica (principalmente mulheres e crianças) ou até por alguma doença. Já nas ruas, esses indivíduos encontram várias dificuldades, sendo que o preconceito é muito grande e, em consequência disso, não encontram emprego ou não recebem ajuda da população, passando fome e frio. Segundo o G1, em São Paulo, mais de 8,5 mil indigentes dormem em abrigos oferecidos pela prefeitura. Esse fato é um sinal de que uma instituição pública se preocupa com os mendigos, mas não descarta que essa ajuda é insuficiente, já que não acolhe a todos.

Organizações  não-governamentais e instituições religiosas contribuem a fim de ajudar os sem- teto: eles montam grupos que revezam na distribuição de comida e fazem bazares e vendas online para arrecadação de fundos. Um outro caso que merece destaque é um projeto social realizado em Porto Alegre, que oferece banho quente aos indigentes e, além disso, são distribuídos agasalhos, cobertores e lanches. Com o intuito de aumentar as áreas de influência e reunir mais voluntários para esse projeto social, eles divulgam suas ações em redes sociais, buscando a mobilização.

Segundo o pensamento de René Descartes, “não existem métodos fáceis para resolverem problemas difíceis” e, diante do apresentado, deve haver diversas ações conjuntas para solucionar a situação. Primeiramente, como feito em São Paulo, todas as cidades devem desenvolver projetos sociais a fim de não deixar os mendigos em situação precária e até tentar arrumar meios de trabalho para eles como forma de adquirir renda. Aos dependentes químicos, clínicas não governamentais podem ampliar seu trabalho e buscar ajuda privada para financiarem melhores recursos para atender esse público. Por fim, as pessoas devem se prontificar e ajudar as ONG’s e instituições para tentar evitar que o número de moradores de rua aumente.