Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/08/2018
No trecho da música ’’ O Resto Do Mundo’’ do cantor Gabriel O Pensador, ele diz: ’’ eu não sou nada, eu não sou gente, eu sou o resto do mundo, mendigo, indigente, um indigesto, um vagabundo’’. Analogamente á isso, as condições em que vivem os moradores de rua no Brasil hodiernamente, assemelha-se exatamente a essa canção, devido a luta cotidiana dos mendicantes, os quais buscam ultrapassar as barreiras diariamente. Nesse contexto, não há dúvidas de que os mendigos são um desafio em questão para o Brasil, isso ocorre não somente pela negligência governamental, mas também pelo descaso da população frente a problemática.
Cabe dizer, inicialmente, que é notório o papel da negligência estatal no que tange à manutenção de indivíduos em situação de rua no país. Isso porque, apesar de ser dever do poder público garantir o direito à moradia e amparo aos cidadãos, conforme estabelecido no artigo 6º da Constituição Federal, tal instituição encontra-se omissa em relação ao corpo social. Essa conjuntura é perceptível pela condição de superlotação que se encontram os abrigos públicos e pela ausência de políticas assistenciais para população que mora embaixo de pontes, por exemplo. Por conseguinte, tais cidadãos negligenciados pela maquina estatal ficam sujeitos à violência, drogas e alimentação precária.
Ademais, é necessário evidenciar também, as críticas situações impostas aos desabrigados, entre elas: a insegurança, a privação de uma boa alimentação e de higiene, o que podem causá-los diversos problemas, que podem ser tanto psicológicos: ao serem vítimas de agressões, quanto físicos: como as doenças causadas por má higiene devido as péssimas condições de habitação que eles estão submersos. Com isso, cabe mencionar que segundo o site Agência Brasil, a violência direcionada aos desabrigados aumentou em sessenta por cento só no estado do Rio de Janeiro no ano de 2016. Logo, no que tange e a garantia dos direitos constitucionais vigentes, o Brasil ainda se encontra inerte.
Portanto, torna-se evidente, a iminência em cessar a problemática. Em razão disso, o Poder Executivo, por pressionamento de ONGs, deve assumir uma postura mais ativa na sociedade, através da criação de políticas públicas de amparo e assistência para moradores de rua, como conjunto habitacionais regulares e maior oferta de empregos, com o fito de mitigar a atual conjuntura de desigualdade social. Ademais, o Ministério da Educação deve criar campanhas lúdicas e informativas sobre a importância da empatia e da participação social, com o intuito de atrair a atenção da comunidade e atenuar o individualismo da população. Dessa forma, será possível construir um novo patamar de sociedade.