Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 30/08/2018

No livro O Futuro da Humanidade, de Augusto Cury, a temática dos moradores de rua é discutida, uma vez que, um estudante de medicina aproxima-se de Falcão e divulga a realidade, para seus colegas, desses marginalizados. Fora da ficção, lamentavelmente, os moradores de rua também são negligenciados pelo Estado e pela maioria dos cidadãos brasileiros. Nesse sentido, hoje, o capitalismo aliado ao preconceito corroboram para a permanência dessa questão no país.                                          Em primeiro plano, de acordo com o iluminista Rousseau, a propriedade privada é o início da desigualdade social no mundo. Nesse contexto, pode-se afirmar que, no capitalismo, em que a propriedade privada é um dos pilares, há muitas diferenças sociais, sendo uma delas o fato de muitos não possuírem condições financeiras para comprar uma casa - por mais que esse seja um direito assegurado pela atual Constituição. Prova desse desafiador cenário, é que, segundo o censo da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, no ano de 2015, em São Paulo, havia cerca de 16000 moradores de rua. Dessa forma, torna-se claro que o capitalismo é um ratificador da triste questão da moradia.                                                                                                                                Outrossim, o preconceito com as pessoas que vivem nas ruas também é um agravador desse questão. No livro O Desterro dos Mortos, do baiano Aleilton Fonseca, é retratado os vários tipos de morte, inclusive, em um dos contos, a social. Fora do livro, hoje, os moradores de rua também  enfrentam esse tipo de morte, na qual, devido à crença de que essa minoria é criminosa, a invisibilidade os faz morrer socialmente. Dessa maneira, o julgamento errôneo influencia - negativamente - a perpetuação desse caso de nebulosidade social.                                                                 Urgem, portanto, medidas para transformar o cenário. Para isso, é papel do Ministério das Cidades, em parceria com as ONG’s, construir novos abrigos e casas para essas pessoas que não têm condição financeira, por meio da destinação de uma maior parte do dinheiro público, para que o capitalismo atue de forma menos devastadora na desigualdade social. Ademais, cabe às escolas, como produtoras do saber, combater o preconceito contra os moradores de rua através de peças teatrais, que mostrem a triste realidade deles, e leitura de livros, como os citados nesse texto, que levem aos alunos a reflexão. Assim, casos de exclusão farão parte, apenas, dos livros.