Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 31/08/2018

Segundo Platão, o importante não é apenas viver, mas viver bem. No contexto brasileiro, a alta desigualdade social, junto da Negligência governamental perante aos moradores de rua transformam-se em obstáculos à qualidade de vida nesse grupo social. Assim, essas pessoas vivem em extrema miséria e a margem da sociedade, logo, não possuem casa, trabalho e comida.

Primeiramente, vale analisar elevada desigualdade no Brasil. Nesse sentido, o Plano das Nações Unidas para o Desenvolvimento(PNUD) a ponta em sua pesquisa do índice GINI a nação brasileira, entre os 10 países com mais discrepância socioeconômica do mundo. Esse problema reflete diretamente no aumento de moradores de rua e na exclusão social. Nessa perspectiva, a alta concentração de renda presente em uma parcela mínima da população proporciona a miséria de muitos brasileiros.

Além disso, O Governo federal negligência os direitos constitucionais aos moradores de rua. Nessa ótica, o número de abrigos públicos e o de restaurantes populares tornam-se insuficientes para a demanda de desabrigados. Dessa forma, essas ausência de recursos básicos impossibilita a reestruturação da vida nesses indivíduos. Nessa ótica, o Estado não cumpre com seu principal propósito, Afinal segundo Aristóteles, a política é a arte gerar o bem comum na pólis.

Em suma, torna-se evidente a necessidade de uma menor discrepância socioeconômica e mais atenção do Governo Federal para esse setor mais pobre da nação brasileira. Então, a criação de licitações por meio do Ministério do Desenvolvimento e Combate à Fome em conjunto ao Ministério da Educação, buscando a construção de mais abrigos públicos, restaurantes populares, escolas profissionalizantes, junto a projeto EJA, para esse público mais carente. A medida busca melhorar a qualidade de vida dos moradores de rua, pois esse acesso as necessidades básicas proporcionará a redução da desigualdade social no país e seu aumento de visibilidade política.