Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 03/09/2018
Fome, doenças e mortes. Esses são alguns dos aspectos negativos atrelados à vida dos moradores de rua das grandes capitais do país. Nos dias atuais, a população brasileira se acostumou a assistir nos noticiários nacionais relatos e resumos da péssima qualidade de vida dos considerados “mendigos”. Apesar da criação do Plano Nacional para População em Situação de Rua, que assegura acesso a educação, saúde, moradia e dignidade para essas pessoas, apenas o crime, a prostituição e as drogas fazem parte da vida dos moradores de rua. Considerando esse cenário, é possível afirmar que diversos males, que precisam ser combatidos, estão relacionados à realidade da vivência nas ruas brasileiras.
Em primeira instância, o aumento no número de cidadãos vivendo em vias e avenidas está ligado aos descontrolados furtos e roubos que acontecem no cotidiano. A mobilização existente para ajudar os mendigos e esmoleiros, seja ela voluntária ou financiada pelo Governo Federal, não é o suficiente. Em cidades como a capital do Rio de Janeiro, tornou-se extremamente difícil de sanar a necessidade de quem não tem moradia já que nos últimos 4 anos, segundo Secretaria Municipal de Assistência Social, o número de pessoas em situação de rua aumentou em 150%. Sendo assim, para boa parte dessa população a maneira de sobrevivência própria tem como princípio assaltar e furtar outros habitantes, o que pode acarretar em problemas maiores em caso de reação ou intervenção policial.
Além disso, o uso e tráfico de drogas fazem parte de grande parte das rotinas dos alocados em vias públicas. A falta de objetividade e de esperança dessa parcela da população faz com que as drogas, que aliviam essa pressão por alguns instantes mas que prejudicam de maneira exorbitante o psicológico e a saúde do ser humano, se espalhem e virem produtos comuns dentro dos grandes centros de concentração de moradores de rua. O tráfico, considerado crime por lei nacional, ganha força nesse contexto já que muitas vezes ele se torna a única fonte de renda para os participantes. Exemplo de tudo isso, no estado de Minas Gerias, segundo a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, mais de 80% dos moradores de rua sofrem de dependência química.
Portanto, é possível afirmar que diversos problemas estão presentes na vida de indivíduos sem moradia. Para tentar intervir nessa situação, o Governo Federal deve reforçar o Plano Nacional, criado em 2009, com projetos de habitações simples para remover essas pessoas das ruas e oferecer educação para que elas busquem novos objetivos e renovem suas expectativas. Ademais, com ajuda do trabalho de psicólogos, através de diálogos e consultas, é possível compreender o motivo da escolha pelas drogas e ajudá-los a parar de consumir substâncias. Desse modo, gradativamente o país poderá se livrar de boa parte do tráfico de drogas e possuir vias mais seguras para toda a população.