Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 11/10/2018

Segundo a revista Veja, a cidade de São Paulo já apresenta, aproximadamente, dezesseis mil pessoas morando na rua. Não há dúvida que esse problema necessita ser tratado por uma visão social, já que muitos se encontram nessa situação pela ausência de planejamento urbano e dependência química.

Primordialmente, é preciso compreender a forma desorganizada do surgimento das cidades brasileiras. Sob esse viés, a obra “O Cortiço” mostra que as populações carentes, devido à falta do Estado, construíram suas moradias em regiões insalubres. Por conseguinte, criou-se bolsões de pobreza, os quais impossibilitam que pessoas saiam dessa situação, e em alguns casos morar na rua é a única alternativa.

Outrossim, é imprescindível analisar o impacto das drogas. Nessa perspectiva, dependentes vivem nas calçadas, não só para obter esmola para sustentar o vício, mas também para ficarem próximos dos traficantes, tal qual ocorre na Cracolândia. Além disso, os entorpecentes gera doenças mentais, como esquizofrenia, e nesses casos o indivíduo torna-se mendigo por não obter tratamento médico.

Fica claro, portanto, que medidas sociais são fundamentais para combater os problemas supracitados. Cabe ao Ministério das Cidades, levar infraestrutura para regiões pobres, isso pode ser feito por meio de parcerias público-privadas, a fim de corrigir a falta de planejamento urbano. Ademais, é dever do Ministério da Saúde enfrentar o uso das drogas, por meio da criação de centros de tratamento, para que viciados tenham a assistência adequada.