Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 06/09/2018
Ajuste social
Foco de uma série de discussões a respeito de possíveis resoluções para a sua atual condição, o centro de São Paulo, mais especificamente o local popularmente conhecido como “cracolândia”, se trata de uma grande concentração de moradores de rua. Esses, submetidos às mais adversas situações, passam desapercebidos aos olhos da maioria dos cidadãos e, sobretudo, das políticas públicas.
Em primeiro plano, há de se destacar as causas para que a situação de rua seja um dos problemas dos grandes centros urbanos. Entre elas se destacam, entre outros aspectos, o desemprego e o alcoolismo/uso de drogas, sendo esse último motivo o principal entre 37% dos moradores de rua, segundo recente pesquisa do Ministério do Desenvolvimento Social. Sendo assim, pode-se observar uma total falta de apoio dos órgãos públicos quanto às mazelas sociais, haja vista que morar na rua se torna a única opção para a população em condições infortunas.
Em segundo plano, é válida a relação entre pobreza extrema e baixo nível educacional, uma vez que uma grande parcela da população em condições de rua não tem nível educacional básico. Portanto, pode-se concluir que as precariedades existentes na educação pública das grandes cidades colaboram para o aumento da população intelectualmente vulnerável. Essa, por não conquistar seu lugar no sistema capitalista, passa a sofrer com as desigualdades sociais.
Dessa maneira, a alta taxa de moradores de rua urge a criação de ONGs de apoio à pessoa em situação de vulnerabilidade social, na qual, por meio do fornecimento de abrigo e alimentação, possibilite uma evolução pessoal dessa população, visando o fim das desigualdades sociais. Esse avanço, por sua vez, pode ser instigado pela criação de centros educacionais, por parte do Estado e de seu Ministério da Educação, voltados para a possibilidade de formação intelectual de pessoas em condições de rua.