Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 11/10/2018
O indigente que cheira mal e anda aos trapos tende a ser sinalizado com preconceito,exclusão e até mesmo com violência no Brasil.Essa realidade é o retrato de milhares de moradores de rua que não são enxergados como cidadãos,logo,não gozam plenamente dos direitos civis previstos na Constituição Federal. Com efeito, os fatores que mais lançam pessoas na linha de pobreza absoluta são o desemprego, seguido de dependência química e desavenças familiares, segundo dados do IBGE(Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
À vista disso, o cenário assombroso dessa população vulnerável é fruto de um julgamento profundo que oprime ao invés de apontar soluções. Nessa óptica, Immanuel Kant, em sua teoria do Imperativo Categórico,analisa que os indivíduos devem ser tratados, não como coisas que possuem valor, mas como pessoas que têm dignidade. Comumente, os denotados “mendigos” são abraçados com políticas públicas imediatas, com albergues que oferecem comida e abrigo, mas que não incentivam esses cidadãos a saírem dessa realidade, seja pelo mercado de trabalho, seja pela busca de clínicas de reabilitação para os dependentes químicos.
Essa exclusão social é fomentada por uma realidade que lança o cidadão nas ruas, mas que não o inclui na sociedade. De acordo com a Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social do estado de São Paulo, maior capital brasileira, o percentual de indigentes aumentou cerca de 10% em 2016, um quadro que acompanha de perto o crescimento do desemprego, principal motivo de pobreza absoluta.
Diante desses problemas, urge a necessidade de medidas para reverter essa situação. Nesse aspecto, é comum que às escolas promovam campanhas solidárias e atividades filantrópicas que reúnam a família, a fim de demonstrar a realidade desses indigentes, ao passo que desconstruam o preconceito. Por conseguinte, o Ministério da de Desenvolvimento Social deverá aumentar o número de albergues e investir num assistencialismo comprometido em reinserir os moradores de rua na sociedade. Além disso, a oferta de pleno emprego deve ser incentivada pelo Estado e iniciativa privada com o objetivo de acabar com a linha de pobreza absoluta.. Assim, esses cidadãos marginalizados poderão gozar dos seus direitos previstos na Constituição Federal.