Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 15/10/2018

O romance “Capitães de Areia” de Jorge Amado, exprime o drama da exclusão social vivenciado por meninos moradores de rua. Fora da literatura, a realidade não é diferente. Milhares de pessoas em total vulnerabilidade socioeconômica têm a rua como abrigo. Diante disso, é fundamental discutir as causas e efeitos dessa problemática no país.

Em primeiro plano, é importante destacar que a negligência estatal em relação a essa parcela populacional, é fator preponderante para perpetuar essa realidade. Embora exista a Política Nacional dos Moradores de Rua, essa legislação não se tornou efetiva para resguardar os direitos básicos desses indivíduos. Segundo o G1, há um deficit de 40% de vagas em albergues no país. Logo, o cenário visível é apenas o de trabalho de ONG’s e instituições religiosas, que garantem o mínimo para sobrevivência desses cidadãos brasileiros. Com isso, é evidente que a negligência estatal contra essas pessoas em vulnerabilidade, constitui uma grave violação à Declaração Universal dos Direitos Humanos.

Ademais, historicamente, a crise de 1929 desencadeou uma série de demissões coletivas, levando muitas pessoas ao endividamento e consequentemente a perca de suas residências. De maneira análoga, no Brasil, o desemprego é um fator causal para levar o indivíduo à situação de rua. Segundo a BBC, por conta do desemprego, os índices de pessoas morando nas ruas aumentou em 33% no país. Sob esse viés, a insegurança no emprego reflete a baixa escolaridade e a exposição a subempregos, levantando a necessidade de investir em educação.

Diante desse contexto, torna-se necessária a adoção de medidas. Portanto, é imprescindível que o Governo Federal envie verbas para a construção de novos albergues, com apoio psicológico e educacional. Por meio de cursos profissionalizantes ofertados nesses albergues pelo estado, empresas privadas por meio de subsídios poderão contratar esses indivíduos em situação de rua, proporcionando uma mudança na situação econômica e criando novos horizontes.