Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 08/10/2018

Segundo o pensador grego Aristóteles, política é uma ciência que visa o bem estar social e a felicidade coletiva. Entretanto, na contemporaneidade, quando se observa a situação dos moradores de rua no Brasil, percebe-se que tal reflexão está distante da realidade. Em virtude desse quadro caótico, surge a intensa exclusão somado ao preconceito exacerbado, bem como as inúmeras violências ocorridas no dia-a-dia.

A priori, o uso de drogas e álcool e o alto desemprego são os principais fatores que levam as pessoas a se abrigarem nas ruas e depois que estão lá é cada vez mais difícil resgatá-las. Dessa forma, a aglomeração de mendigos cresce juntamente com a repudia de quem passa por eles, o que acarreta na sua invisibilidade e rejeição. Com isso, é certo que são poucos os que realmente se importam, a maioria apenas se preocupam em não ser roubados e agem como se eles não existissem. Tal fato, contradiz a Declaração Universal dos Direitos Humanos que tem como vertente a “Liberdade, igualdade e fraternidade”. Sendo assim, fica evidente que a descriminação cega e impede a esperança de reestruturação dos necessitados através de outras pessoas.

Outrossim, a crescente violência nas cidades brasileiras ligam-se diretamente com os ataques que moradores de rua vêm sofrendo. Desse modo, as agressões sofridas causam revoltas por principalmente não ser um caso a parte e nem algo que vem sendo reparado pelas autoridades, o que faz os ofensores repetirem seus atos constantemente devido a certeza da impunidade. Tal fato, pode ser ratificado, pela frase de Jean Jacques Rousseau “A natureza fez o homem feliz e bom, mas a sociedade deprava-o e torna-o miserável” que indica a possibilidade e esperança de mudanças na questão indivíduo e comunidade. Nesse sentido, é notório que o respeito e a tolerância derem ser pregados e espalhados diariamente por todos.

Portanto, é imprescindível que o Governo Federal, em conjunto com o Ministério de Desenvolvimento Social, elabore projetos e políticas públicas em âmbito nacional por meio da inclusão desses cidadãos no mercado de trabalho e do acolhimento em lares provisórios até a sua estabilidade, com o auxilio de um acompanhamento psicólogo profissional rotineiro para evitar a volta às ruas. Também, com o apoio da mídia divulgue propagandas nas redes social e TV com as punições para crimes de qualquer tipo de violência com tais pessoas e informe gradativamente casos de pessoas que foram presas por cometerem tal ato, a fim de acabar de uma só vez com todo ódio perpetuado pelas cidades. Assim, com essas medidas motivadoras, pode-se começar a pensar em um país mais justo.