Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 04/10/2018

No governo de Rodrigues Alves, foi feita uma reforma urbana no Rio de Janeiro que demoliu os cortiços que ali haviam e segregou a população de baixa renda. Hoje, apesar da evolução socioeconômica do país, a segregação permanece intrínseca à sociedade brasileira e manifesta-se por meio de um problema preocupante: pessoas em situação de rua. Dentre as causas para tal fenômeno pode-se citar o aumento do desemprego estrutural e do alcoolismo.

A priori, é notório que a crise econômica brasileira aumentou o número de desempregados no país, o que cooperou para o rebaixamento social dos indivíduos e, em virtude disso, as camadas sociais mais baixas são, muitas vezes, destinadas à pobreza extrema e à situação de rua. Segundo o contratualista Locke, tal problema configura uma violação dos direitos naturais do homem à propriedade e à igualdade, os quais todos são portadores, sendo assim, faz-se necessária a garantia dos mesmos por meio do Estado.

Outrossim, o crescimento de dependentes de álcool acarreta a situação de rua, uma vez que esses são levados à ruína devido a seu vício. Tal fato se confirma nos dados da revista “Isto é”  que afirma que a maioria deles estão nessa situação devido ao consumo de álcool.  Decerto, o alcoolismo é um fator marcante que contribui para perpetuar tal situação, porquanto seus usuários perdem seus empregos, o apoio de suas famílias e a sobriedade  perante à vida, o que os leva a perderem seus lares. Como exemplo disso, o baterista da banda Legião Urbana, devido a seu vício, perdeu tudo e, por vergonha da família, foi morar na rua.

Em suma, é essencial que haja uma inclusão social dessa população marginalizada. Para isso, o Ministério da Fazenda, em parceria com empresas privadas, deve estimular a contratação desses indivíduos, por intermédio de incentivos fiscais, a fim de fomentar o crescimento social dessa população e, por consequência, diminuir a quantidade de pessoas na situação de rua. Ademais, o Ministério da Saúde deve fazer programas de tratamento para o alcoolismo voltados à população de rua, por meio de reuniões com apoio psicológico, para que, finalmente, possam superar tal problemática e, assim, viverem dignamente.