Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 18/10/2018
Dados computados em 2011, pela Fipe (Fundação Instituto de pesquisas econômicas), relevou um crescimento de 10% no número dos moradores de rua na cidade de São Paulo. Isso mostra que houve um grande aumento na porção de indivíduos que tragicamente fazem das ruas a sua morada. Por isso, convém discorrer os principais fatores que promovem a perpetuação dessa problemática: baixa escolaridade e o envolvimento com as drogas.
Em primeira análise, existe uma estreita ligação entre a educação e os sem teto. Como é evidenciado pela teoria de Paulo Freire, a pedagogia do oprimido, que defende a escola como mecanismo de libertação, no caso dos desabrigados, em sua grande maioria cursaram apenas o ensino fundamental. Isso os torna aprisionados a condição de miséria, vivendo a margem do tecido social.
Concomitantemente a questão educacional, está a problemática das drogas, que, sendo lícitas ou ilícitas, levam a tal grau de dependência que promove o abandono e até a perda do que o indivíduo possui. Como por exemplo, a sua casa, a sua família, o seu emprego, os seus amigos e a sua vida como um todo. Isso está ligado à educação precária dessas pessoas, que se tornam dependentes por determinismo social ou até por não entenderem os reais impactos danosos que essas substâncias podem trazer.
Portanto, diante do exposto, urge que o Ministério da Educação receba mais investimentos financeiros da esfera federal, para que a educação brasileira se torne mais acessível ao povo e mais condizente com a realidade social, por meio de abordagens cada vez mais expressivas sobre os malefícios das drogas, através de simpósios científicos escoares. Espera-se, com isso, que, desde a infância, os indivíduos sejam alertados sobre o uso de entorpecentes e que se desenvolva um apresso pelo viés educacional, ocasionando um menor número de desabrigados com base na frase do filósofo Kant “o homem é aquilo que a educação faz dele”.