Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 04/10/2018

Invisibilidade: além do desabrigo

A escola literária humanística, em meados do século XVII, possuía como objeto de valorização primordial o homem e todas as suas prerrogativas. Hodiernamente, a sociedade tende a desvalorizar o ser humano, uma vez que, basta observar os morados de rua na sociedade brasileira a fim de entender tal descaso, de modo a tornar esse um problema social, o qual necessita de solução. Portanto, dois fatores devem ser analisados: a agressão a direitos internacionais e a situação de invisibilidade dos desabrigados.

Em primeiro plano, é válido destacar que o cotidiano inóspito dos moradores de rua agride direitos internacionais. Prova disso, é que o Pacto São José da Costa Rica - convenção de direitos humanos realizada entre os países da América - garante o direito à habitação e bem estar social, porém, a falta de moradia e a carência de assistências sociais retira tal direito do cidadão. Logo, essa parcela da sociedade, se coloca em situação desumana frente ao descaso de políticas públicas.

Ademais, a alienação populacional é responsável pela exclusão dos desabrigados. Nesse sentido o sociólogo Emile Durkeim, disserta acerca do fato social, isto é, modo de pensar e agir coletivo, o qual em relação a os moradores de rua é de indiferença, haja vista que a população já se acostumou com a situação. Assim, aqueles que fazem da rua suas casas passam despercebidos, de modo a possuírem apenas um destino: a exclusão social.

Fica claro, então, a necessidade de solucionar a questão dos moradores de rua na sociedade brasileira. Para isso, cabe ao Governo Federal, em parceria com Organizações Sociais, desenvolver um programa, o qual não apenas proporcione moradias temporárias a esses indivíduos, como, também, os habilites ao convívio social, por meio de acompanhamento psicológico - que trabalhe a autoestima -, além de aulas e oficinas, as quais capacite- os para o retorno ao mercado de trabalho, a fim de garantir direitos individuais. Além disso, é imprescindível que as ONG’s, alerte a população, por intermédio das redes sociais sobre a importância da empatia e solidariedade, com o fito de modificar a postura social frente aos desabrigados. Só desse modo, o ser humano será valorizado.