Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 06/10/2018

Para a maioria das pessoas, rua é apenas uma via urbana pública. No entanto, para um grupo de pessoas, ela é moradia e sustento. Tal grupo, o dos moradores de rua, é uma questão social que precisa urgentemente ser debatida por dois motivos: as pessoas em situação de rua são vistas de forma estigmatizada e têm direitos violados.

No filme “ Pixote- A lei do mais fraco”, há uma cena em que um grupo de pessoas vê algumas crianças vê algumas crianças morando na rua e julga-as como “meliantes” e “drogadas”. De maneira análoga, na realidade, muitas pessoas nos grandes centros urbanos enxergam moradores de rua como criminosos ou “fracassados”, isso quando não ignoram sua existência, como se fossem “parte do cenário urbano”. Dessa forma, o olhar estigmatizado da sociedade reduz os moradores de rua a “desajustados socais” e retira sua humanidade.

Além disso, diariamente pessoas em situação de rua têm seus direitos violados. Muitos moram em condições precárias, passam por fome e frio, não tem nenhuma assistência médica ou social; o que representa uma afronta ao artigo V da Constituição Federal, que enumera os direitos humanos fundamentais. Um agravante dessa situação é que essa série de violações é tão chocante, pois o preconceito desumaniza essas pessoas. Logo, o preconceito “silencia” violações de direitos humanos dos moradores de rua e mantém a situação inerte.

Destarte, diante dos fatos supracitados, a fim de lidar com a violação de Direitos, seria viável que órgãos de assistência social em parceria com o SUS desenvolvessem uma rede de atendimento para garantir aos moradores de rua acesso a serviços como saúde, educação e proteção social. Somado a isso, para combater a “desumanização” desse grupo social, cabe ao Poder Público em parceria com Instituições defensoras dos Direitos Humanos promover na mídia e Internet campanhas de conscientização para que a sociedade enxergue esse grupo sem preconceitos e assim, mobilize-se para prestar auxílio.