Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 09/10/2018
Decretada pela ONU, a declaração dos direitos humanos garante a todos os indivíduos direito à saúde, segurança e ao bem-estar social. Não obstante, a realidade dos moradores de rua impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nesse sentido, convém avaliarmos as principais consequências de tal postura negligente para a sociedade.
É indiscutível que, o menoscabo do governo é um dos fatores que colaboram para a permanência desse quadro. De acordo com o site, Brasil escola, 63% da população que se encontra em situação de rua não concluíram o ensino básico. Diante do exposto, é evidente que há uma lacuna em relação à prática das leis vigentes na constituição e que a omissão do regulamento possui um impacto direto e intenso na sociedade.
Faz-se mister, ainda, salientar a invisibilidade social como intensificador da problemática. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relações sociais, econômicas e política é a característica da ‘‘modernidade liquida’’ vivida no século XXI. Diante de tal contexto, observá-se que os moradores de rua vivem em situações precárias e suscetível onde a própria população apresenta total desprezo. O lastimoso cotidiano dos moradores de rua já é considera parte do senso comum, pessoas no dia a dia não se comovem mais com a situação, essa forma de pensamento se reforça a cada dia.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para a solução do impasse. O governo deve elaborar políticas públicas eficazes a fim de erradicar essa adversidade, bem como, oferecer capacitação profissional, educacional e psicológica. Por subsídios governamentais devem haver doações de roupas, alimentos e auxílio moradia. Faz-se necessário, também, que os meio midiáticos utilizem seu alto poder de influência com o propósito de conscientizar o corpo social como um todo pois assim, será possível alcançar uma sociedade justa e solidária.