Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 09/10/2018

" O importante não é viver, mas viver bem." Para o filósofo Platão, a qualidade de vida ultrapassa a própria existência, entretanto, no Brasil, o quadro de moradores de rua notório, devido a ausência de políticas públicas, ainda a exigência de qualificação profissional, embora inacessível a maioria da população, propulsionam exclusão social e prejudica a sociedade. Logo, o combate a essa problemática é um desafio.

Tal fato ocasionado pela desigualdade social estimulada de uma condição inerente ao capitalismo, situação dissimulada pela sociedade. Nesse sentido, essas pessoas são tratadas como inúteis, improdutivas, e dessa forma são estigmatizados por não estarem inseridos diretamente no mercado de trabalho, o que agrava ao bem-estar da população. Conforme pesquisas pelo IBGE, em 2012, mostraram que há mais de 1,8 de milhões de moradores de rua no Brasil, consequentemente vivendo em extrema pobreza.

Ademais, Segundo Habermas, em Razão Comunicativa,  é necessário uma mudança política que vise atender o plural para garantir os direitos da população. É conveniente destacar  que, os moradores de rua vivem de forma desumana, destituído de direitos a moradia, a saúde entre outros previstos pela Constituição Federal de 1988, no artigo 6, negligenciado pelo Estado.

É preciso, portanto, que o Ministério de Desenvolvimento Social providencie um mecanismo como infraestrutura de moradia adequada, alimentação, atividades que fortaleçam um vínculo social  para promover ações de reintegração  dessas pessoas na família e comunidade, com isso, faça valer a Constituição. Além disso, as escolas, por meio  de palestras e debates em sala de aula, com intuito de construir uma sociedade acolhedora e conhecedora de que as pessoas que moram na rua são seres humanos dotados de direitos, que garantam empatia pelo próximo e, assim viver bem.