Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 11/10/2018
O livro “Capitães da Areia” de Jorge amado, faz menção a um grupo de meninos abandonados que vivem em condições hostis nas ruas de salvador. De modo análogo, a conjuntura referida torna-se cada vez mais comum no país. Dentro desse contexto, há dois importantes fatores que devem ser levados em consideração: a inoperância das políticas públicas e o descaso populacional vigente.
Primordialmente, é válido ressaltar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, onde prevê no artigo 25 que todo indivíduo tem direito à habitação e ao bem estar, todavia, observam-se fatores contraproducentes. Isso porque, a ineficiência das ações públicas são realidade. Nesse sentido, nota-se a estratégia estatal de política nacional para a população em situação de rua, não sendo suficiente para atingir grande contigente da problemática. Como consequência, no cenário hodierno ainda encontram-se situações insalubre, obrigando-os a conviver com uma das maiores adversidades da pós-modernidade: a moradia negligenciada.
Outrossim, destaca-se a inadvertência de corporações sociais como propulsora desse infortúnio. Isso ocorre, em detrimento de aversões perante a questão. Sendo comumente, irrefutável a indolência populacional em debater a temática, inviabilizando dessa forma a reinserção cultural destes indivíduos, fazendo com que o egoísmo vigente seja, em parte, produto da sociedade, - parafraseando Max Weber. Consequentemente, denota-se que concepções enraizadas de estigmas se apresentam como um empecilho para a concretude de ações cidadãs.
É evidente, portanto, que ainda há entraves perante ao contratempo citado. Cabe aos órgãos governamentais competentes a ampliação de projetos que contemplem a situação, destinando uma maior quantidade de recursos adquiridos por meio de impostos, fazendo com que dessa forma as garantias humanísticas dos então moradores de rua seja garantida. Ademais, o Estado deve estabelecer projetos que viabilizem a inserção destes em escolas, universidades e mercado de trabalho, a fim de que os paradigmas sociais preconceituosos sejam quebrados, e uma vida digna garantida. Afinal, como citou Platão: “o importante não é viver, mas viver bem.”