Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 11/10/2018

" O importante não é viver, mas viver bem." Para o filósofo Platão, a qualidade de vida ultrapassa a própria existência, entretanto, no Brasil, o quadro de moradores de rua notório, devido à ausência de políticas públicas, resignadas a suportar preconceitos, ainda a precária oportunidade de  empregos, propulsionam exclusão social e prejudica a sociedade. Logo, o combate à essa problemática é um desafio.

Tal fato ocasionado pela desigualdade social estimulada  por uma condição inerente ao capitalismo, com exigência para qualificação profissional, inacessível por uma camada da população e escassez de políticas para assegurar uma vida digna para essas pessoas. Outrossim, essas pessoas são tratadas como inúteis, improdutivas e, dessa forma , são estigmatizados por não estarem inseridos diretamente no mercado de trabalho, o que agrava ao bem-estar da sociedade. Conforme pesquisas pelo IBGE, em 2012, mostraram que há mais de 1,8 milhões de moradores de rua no Brasil, consequentemente, vivendo em extrema pobreza.

Ademais, segundo Habermas, em Razão Comunicativa, é necessário uma mudança política que vise atender o plural para garantir os direitos da população. É conveniente destacar que os moradores de rua vivem de  forma desumana, destituído de direitos a moradia, a saúde entre outros previstos pela Constituição Federal de 1988, no artigo 6, negligenciado pelo Estado.

É preciso, portanto, que o Ministério de Desenvolvimento Social providencie um mecanismo como infraestrutura de moradia adequada, alimentação, atividades que fortaleçam um vínculo social para promover ações de reintegração dessas pessoas na família e comunidade, com isso, faça valer a Constituição. Além disso, as escolas, por meio de palestras e debates em sala de aula, com intuito de construir uma sociedade acolhedora e conhecedora de que as pessoas que moram na rua são seres humanos dotadas de direitos, que garantam empatia pelo próximo e, assim viver bem.