Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 23/10/2018
Na obra “Capitães de Areia”, do escritor Jorge Amado, é apresentado o cotidiano de crianças abandonadas e que se encontram em situação de rua. Analogamente, muitos indivíduos estão na mesma condição, seja por fatores financeiros, seja pela dependência de drogas. Portanto, faz-se necessária uma parceria entre o Governo e a Secretaria Nacional de Assistência Social para mitigar essa mazela social.
Primordialmente, é válido ressaltar a crise econômica que o país enfrenta, o que aumentou consideravelmente a taxa de desemprego e, o número de moradores de rua. Desse modo, esses indivíduos são negados ao acesso aos serviços básicos, como saúde, educação, segurança e moradia, sendo que são direitos garantidos pela Constituição. Logo, é possível perceber o descaso diante a essas pessoas, que são “invisíveis” socialmente.
Outrossim, a dependência de drogas e o alcoolismo são fatores que contribuem para a permanência da situação ou até mesmo, a sua piora. Em virtude da complexidade dos tratamentos de dependentes - físico e psicológico - e pelo estigma da sociedade, que como o sociólogo Ervin Goffman determina como sendo o indivíduo que não possui a aceitação social plena, esse assunto deve ser amplamente discutido. Destarte, evidencia –se que devem ser realizadas ações no fito de solucionar a problemática.
Com essas constatações, entende-se que há entraves acerca da questão de moradores de rua no Brasil. Deste modo, cabe ao Governo Federal juntamente com a Secretaria Nacional de Assistência Social, promover programas de reinserção desses indivíduos na sociedade com oportunidades de emprego, cursos, e ações que garantam o acesso a direitos básicos; e com o apoio da mídia, divulguem campanhas que apresentem dados e informações que expliquem a realidade, para que se possa transmitir ideias que pratiquem a empatia, como doações voluntárias. Sendo assim, será possível construir um país tolerante e capaz de ajudar o próximo quando for preciso.