Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 19/10/2018

A Constituição Federativa do Brasil de 1988 garante a todo cidadão os direitos sociais de saúde, moradia, alimentação, educação, trabalho, entre tantos outros. Porém, a realidade contradiz a lei. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) de 2012, o Brasil possui cerca de 1% da população em situação de rua. Essas pessoas passam diariamente fome, frio e humilhações. Tais situações são agravadas pelo abandono do Estado e preconceito da sociedade.

Possivelmente, o preconceito advindo da sociedade é uma das maiores dificuldades enfrentadas por quem mora na rua. Além de todos os problemas, ainda é preciso lidar com a indiferença, isolamento e invisibilização por parte das pessoas. Uma das causas dessa intolerância é a desumanização desta parcela da população. Esses não são considerados cidadãos, criando-se a ideia de não serem dignos de respeito, direitos e condições básicas para se viver. Consequentemente são excluídos, privados de qualquer afeto e atenção, vivendo na solidão e miséria.

Outro agravante é o abandono do Estado. As poucas políticas públicas destinadas a este fim, como os albergues, possuem uma estrutura precária. Esses estabelecimentos, no geral, são sujos, de má qualidade, no qual essas pessoas passam por humilhações e que muitas vezes é de difícil acesso ao usuário, sem atender a necessidade de quem precisa. Pra mais, o acesso a atendimento médico, lazer e programas sociais é escasso ou até inexistente.

Torna-se evidente, portanto, que o Ministério de Comunicações, juntamente com ONGs (Organizações não Governamentais) que já realizam esse trabalho, promovam campanhas de combate ao preconceito em escolas, terminais e ambientes de movimentação do público. Além disso, é necessário que as prefeituras realizem vistorias nos albergues, dando suporte financeiro para a melhoria da estrutura desses espaços. Ademais, é essencial a criação de novos locais de apoio que ofereçam atendimento médico, psicológico e de reabilitação desses indivíduos na sociedade. Só assim, poderemos afirmar que o que as leis determinam é devidamente aplicado na nossa sociedade.