Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 22/10/2018
Na obra Memórias Póstumas de Brás Cubas de Machado de Assis, o personagem principal diz que não queria ter filhos para não disseminar as mazelas da sociedade advindas do próprio homem. Dito isso, observa-se que ainda hoje há adversidades sociais no Brasil como a questão dos moradores de rua, sendo motivado por alguns fatores, tais como a negligência governamental e o desemprego.
É inegável que a falta de interesse do Estado está entre as causas do problema. Segundo Aristóteles, o homem é um ser político por natureza, o qual deve alcançar a eudaimonia, isto é, a felicidade da população. No entanto, nota-se que o governo apresenta falhas nesse quesito para com os mendigos, não garantindo o direito à moradia previsto na Constituição Federal. Por conseguinte, a quantidade de habitantes que vivem pelas ruas é cada vez mais crescente, visto que não possuem o amparo necessário do poder público que deveria lhe oferecer acolhimento e proteção. Essa situação é comprovada segundo dados fornecidos pela Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social, os quais demonstram que em São Paulo, há mais de 15.000 pessoas vivendo pelas calçadas. Desse modo, evidencia-se a relevância das autoridades no combate a essa problemática.
Ademais, muito se tem discutido, recentemente, acerca dos altos índices de desemprego. Essa situação corrobora ainda mais o agravamento dos indivíduos sem abrigo, uma vez que não possuem renda suficiente para adquirirem residência. Consequentemente, esses cidadãos buscam outras alternativas para desviarem dessa pobreza e conseguirem dinheiro no mínimo para o alimento, tais como furtos e violência. Dessa forma, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil, mais de 100 moradores de rua foram levados até a delegacia por causa de roubo. Sendo assim, salienta-se a importância do emprego na luta contra a falta de domicílio para alguns cidadãos.
Torna-se evidente, portanto, que o problema relacionado às pessoas sem casa tem como razões o desinteresse do governo, bem como a falta de trabalho. Logo, pede-se ao Ministério Publico, em parceria com a Secretaria de Assistência Social dos municípios, que ofereçam mais abrigos para acolher seres humanos desabrigados mediante ação social nas cidades, fazendo anúncios nas comunidades e convidando-os a fim de que reduza a quantidade de gente nessa situação. Cabe também ao Ministério da Educação, juntamente com as escolas públicas, criarem programas de qualificação profissional, por meio de sua implementação nesses colégios de forma gratuita, principalmente para mendigos, com o intuito de serem treinados e capacitados para obterem algum emprego, assim como melhorar suas condições financeiras.