Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 27/10/2018
O livro “Cama de cimento” tenta retratar como é a vida de um morador de rua, para isso, o autor Tomás Chiaverini passa a viver como tais. Embora se trate de uma narração a partir de experiências próprias, a cena revela a situação de inúmeras pessoas ao longo do país, sendo intensificada pela ausência de assistência governamental e pela indiferença para com os mesmo pela sociedade. Sendo imprescindível a elaboração de medidas que revertam esse quadro.
Em primeiro plano, é válido ressaltar que em São Paulo, mais de 15 mil pessoas se encontram sem moradia, de acordo com a Fundação Instituto de pesquisas econômicas, fator que rompe com o pensamento aristotélico de que, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado. Pois, o Direito a Moradia digna é previsto pela Constituição atual, porém a falta de assistências sociais e fiscalizadores impedem essa situação.
Além disso, por ser uma situação corriqueira no cotidiano do brasileiro, há uma certa normalização perante o problema, visto que, segundo o sociólogo Zygmund Bauman a responsabilidade em relação ao outro, como um comportamento moral, surge da condição de proximidade, Todavia, as práticas do corpo social percorre um caminho inverso: aceitação e distanciamento. Tornando cada vez mais difícil do morador de rua retornar aos moldes da sociedade.
Portanto, é necessário a criação de ações que mudem esse cenário. É dever do Governo Federal em parceria com a Secretária Nacional de Assistência social criar maior número de núcleos de auxílio para os desprovidos de moradia, onde além da oferta de um local para dormir, seja acompanhado de psicólogos para o adequamento social por meio de investimentos públicos. Outrossim, é preciso que a mídia criem campanhas para motivar a população da importância em ajudar ao próximo, por meio de novelas e redes sociais, restaurando o papel social de cada cidadão e o equilíbrio proposto por Aristóteles.