Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 25/10/2018
Desde a Revolução Industrial e, posteriormente, ao Capitalismo, o Brasil, apesar de ter passado por transformações positivas socioeconômicas, modificou, exageradamente, a distribuição de propriedade, em que os indivíduos não têm direito à moradia digna. Logo, é indubitável salientar que o país conta com mais de 100 mil pessoas que vivem nas ruas e vilarejos, segundo os dados do Ipea de 2015. Com isso, o desemprego, bem como os problemas familiares são os principais fatores que levam certas pessoas a viver em condições precárias.
É importante pontuar, de início, que o desemprego é um dos fatores que leva as pessoas a morar nas ruas. Embora a Constituição de 1988 mostre que o direito à propriedade privada seja fundamental, o país conta com várias desigualdades sociais que faz com que muitos indivíduos não tenham esse direito. Tal situação é vista desde a urbanização, quando a população rural passou a praticar o êxodo e ir para os grandes centros urbanos. Como a máquina substituía a mão de obra, muitos cidadãos ficaram desempregados e, consequentemente, sem condições financeiras para ter uma moradia.
É fundamental destacar, ainda, que os problemas familiares são outros fatores que causam o excesso de pessoas vivendo em avenidas, ficando, assim, vulneráveis a diversos problemas, como a violência, a falta de alimentação e saneamento básico, como também conforto. À vista disso, muitos saem de sua propriedade por pensarem e terem uma orientação sexual diferente da tradicional. Por conseguinte, ao invés dos pais apoiarem as decisões de seus filhos, acabam negligenciando e expulsam-lhes de casa.
Para reverter essa situação, é necessário, portanto, que o Governo Federal crie projetos socioeducativos e remuneráveis, como artesanato, pinturas, criação de hortas, reciclagem de lixos e oficinas de fotografia, para as pessoas que estão desempregadas, incluindo, dessa forma, na sociedade. Soma-se a ajuda das ONGs na doação de cestas básicas, a fim de que diminua o número de mortes, já que muitas pessoas morrem de fome ao viver na rua.