Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/10/2018
A Declaração Universal dos Direitos Humanos,promulgada em 1948 pela ONU,assegura a todos os indivíduos o direito à moradia e ao bem-estar social.No entanto,esse direito não é posto em prática,uma vez que o número de moradores de rua no Brasil é preocupante.Nesse contexto,cabe analisar a exclusão social e a negligência do Estado.
Em primeiro plano,o descaso da sociedade frente ao morador da rua é um aspecto impulsionador da sua exclusão.De acordo com o sociólogo francês Émile Durkheim,o fato social é a maneira coletiva de agir e de pensar.Partindo dessa verdade,os cidadãos naturalizam a realidade vivida por milhares de moradores de rua e os excluem socialmente.Com efeito,a falta de empatia da sociedade,faz com que esses indivíduos marginalizados sofram com preconceitos,violência física e psicológica.
Outrossim,a falta de políticas públicas que visem assistência básica aos moradores de rua reforçam a problemática.Segundo o Instituto de Pesquisas Econômicas,o Brasil tem mais cem mil pessoas em situação de rua.Assim,nota-se o descaso do Poder Público que burla os direitos sociais constitucionais,visto que omite a real situação desses cidadãos.Por conseguinte,o Estado deve proporcionar a inserção social desses moradores através de ações sociais.
Torna-se evidente,portanto,que medidas são necessárias para alterar o cenário vigente.Logo,cabe ao Poder Público,em parceria com a Receita Federal,por intermédio de subsídios,deve abrir centros de apoio e assistência aos desamparados,com o fito de minimizar o número de moradores em situação de rua e inseri-los no corpo social.Ademais,as prefeituras locais,em parceria com ONG’s,deve promover mutirões de arrecadação de alimentos, produtos de higiene pessoal,roupas e cobertores,a fim de garantir a esses indivíduos uma assistência primária básica.Dessa forma,pode-se tirar os moradores de rua da vulnerabilidade e invisibilidade social.