Moradores de rua no Brasil: uma questão social
Enviada em 26/10/2018
Segundo o sociólogo francês Émile Durkheim, a sociedade funciona como um só mecanismo, no qual as ações individuais afetam todo o conjunto. É possível afirmar que as pessoas em situação de rua no Brasil é um problema antigo e que chega em proporções cada vez mais preocupantes. Desse modo, quais as causas e como contornar esse problema de maneira mais organizada?
Em 1988, a Lei Áurea libertou os escravos do país, porém não houve ressocialização, o que levou muitos deles para as ruas. Embora, hoje haja variação em relação às raças nessa situação, a exclusão permanece. Isso se deve aos problemas amorosos ou vícios com as drogas. Logo, transtornos pessoais apresentam-se como impasse para a volta da vida pacífica no conjunto social.
Ademais, a instabilidade familiar contribui para que haja um percentual cada vez maior de indivíduos em situação de rua. Isso pode ser percebido nos números coletados que contabilizam mais de 100 mil atualmente, de acordo com a Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada). Infelizmente, poucos conseguem reabilitar-se por causa do preconceito e falta de investimentos governamentais.
Diante disso, é necessária a intervenção do Governo Federal que por meio de investimentos públicos, deve localizar essas pessoas e oferecer cursos profissionalizantes e apoio psicológico, a fim de estabilizar a saúde mental e começar a construir uma vida econômica estável. Além disso, ONG’s devem oferecer lares para que não haja exposição aos riscos urbanos. Com isso, o conjunto social funcionará como um único mecanismo harmônico, assim como defendia Durkheim.