Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 28/10/2018

Os brasileiros vivem, no atual cenário do país, em um regime democrático, que apresenta como um dos pilares fundamentais a equidade, ou seja, dar a cada um o que é devido. Entretanto, ao se tratar de moradia, é possível ver as dificuldades de algumas pessoas em obterem esse direito, mostrando consequências da desiguldade social e da ausência de oportunidades existentes.

Vale ressaltar, inicialmente, que o Brasil é o décimo país mais desigual do mundo, comprovado pelo Relatório de Desenvolvimento Humano, elaborado pelas Nações Unidas. Esse problema resulta em outros, como a falta de condições financeiras para pagar alimentação, bem como um imóvel, gerando mais moradores de ruas, que ficam mais sujeitos a violências e, em alguns casos, vêem na invasão de prédios abandonados, com estruturas danificadas, a oportunidade de ter um lugar para morar, colocando suas vidas em risco.

É preciso considerar, ainda, que tendo em vista a crise econômica no Brasil, há diminuição nas ofertas de emprego. A existência dessas poucas ofertas somadas à busca por profissionais capacitados, acabam por limitar os moradores de rua em conseguir emprego. Muitos desses individuos sobrevivem do trabalho informal e tem baixo nível de escolaridade. Segundo o site Brasil Escola, mais de 70% desses indivíduos não  têm ensino médio, ou sequer o ensino fundamental completo, não havendo comprovação de experiência ou preparação acadêmica para inserção no mercado de trabalho.

Fica claro, portanto, que o crescente número de moradores de ruas é um problema social que precisa de soluções. Cabe ao Ministério Público, associado a empresas públicas e privadas, criar projetos que capacitem e empreguem essas pessoas, para que possuam renda estável e possam pagar por um lar seguro. Cabe também ao Poder Legislativo a criação de leis com programas sociais e permissão para ocupar locais abandonados com boas condições, diminuindo o número desses moradores de rua.