Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 31/10/2018

Embora grande parte dos estudos sobre os moradores de rua tenha sido realizada no século XX, há registros de sua existência desde o século XIV. Portanto, a população em situação de rua não teve a devida atenção nos séculos anteriores, e sua abordagem pode ter sido impulsionada pelo aumento de seu contingente, visto que a cada ano mais indivíduos utilizam as ruas como moradia. Apesar da realização de alguns programas sociais, poucas políticas públicas são desenvolvidas para solucionar esse problema. Segundo dados do Instituto da Pesquisa Econômica Aplicada, em 2015, o Brasil tinha mais de 100 mil pessoas em situação de rua. Nesse sentido, convém analisar as causas e possíveis soluções para erradicar esse problema da sociedade brasileira.

Por certo, considera-se população em situação de rua o grupo populacional heterogêneo que possui em comum a pobreza extrema, os vínculos familiares interrompidos ou fragilizados e  a inexistência de moradia convencional regular, e que utiliza os lugares públicos e as áreas degradadas como espaço de moradia e de sustento, de forma temporária ou permanente, bem como as unidades de acolhimento para pernoite temporário ou como moradia provisória. Para exemplificar os fatores que podem levar as pessoas a irem morar nas ruas estão principalmente, problemas familiares, desemprego, violência, perda da autoestima, alcoolismo, uso de drogas e doença mental.

Um dos reflexo intensos da exclusão social é população em situação de rua, resultado do capitalismo, isto é, por não possuírem recursos para adquirir habitações adequadas e sem opções, se apropriam das rua, ou seja, essa não inclusão na sociedade acaba no niislismo, por conta do pessimismo social coletivo, onde as pessoas acreditam que o mundo está cada vez pior e não existe solução para este problema. Além disso, as Organizações Não Governamentais (ONGs) e as Instituições Religiosas se destacam nos serviços de amparo a essas pessoas, atuando na distribuição de alimentos, roupas e cobertores. Outro trabalho de assistência são os abrigos temporários e os albergues que, de um modo geral, são considerados insuficientes para suprir a demanda dessa população.

Em suma, os moradores de rua são invisíveis socialmente, tratados, ora com compaixão, ora com repressão, preconceito, indiferença e violência. Portanto, o governo pode desenvolver políticas que ataquem as causas do problemas, não somente serviços de distribuição de alimentos e outros objetos, que seja fiscalizado pelo Ministério Público, proporcionando dignidade para todos os habitantes. Além disso, sugerir uma ação da sociedade, com serviços voluntários e doações nas ONGs para melhor atender essa população carente, a fim de diminuir as necessidades desses povos e o preconceito.