Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 30/10/2018

Amor por princípio

O livro “capitães de areia”, de Jorge Amado, conta a história de várias crianças que vivem em situação de mazela nas ruas. Atualmente, existe um contingente populacional em situação análoga: os moradores de rua. Nesse contexto, destaca-se como causa primordial desta problemática a negligência política e social dos direitos humanos.

Em primeira análise, pontua-se que o governo brasileiro historicamente se posiciona de forma ausente a população carente. Durante a República Oligárquica, por exemplo, os cangaceiros não possuíam moradia fixa e roubavam como forma de subsistência.Isso ocorreu devido a ausência de política assistencialistas no sertão nordestino. Indubitavelmente, essa é a mesma situação vivenciada pelos andarilhos.Em outras palavras, eles vivem jogados em praças públicas, somente com papelões e cobertores. Segundo o filósofo iluminista John Locke, o ser humano possui direitos inalienáveis, entre eles se destaca a propriedade privada. Nessa conjuntura, nota-se como o sistema governamental é infrutífero.

Ademais, o preconceito social perante os moradores de rua atua na inércia da situação segregadora. Hodiernamente, é rotineiro negar dinheiro aos necessitados e, até mesmo, trocar de passeio para evitá-los. Como dito por Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do próprio homem”, demonstrando que a própria sociedade é responsável pela perpetuação do cenário miserável e insalubre dos mendigos.

São imprescindíveis, portanto, medidas para atenuar a questão social dos andarilhos. O Estado deve se posicionar de maneira mais presente a população humilde, por meio da criação de políticas públicas, como o fome zero e minha casa, minha vida. Assim, os direitos humanos serão respeitados. Outrossim, a sociedade deve praticar a empatia e alteridade, por meio de projetos solidários, como doação de alimentos e agasalhos. Como consequência, o lema positivista, de Augusto Conte, do " amor por princípio" será verossímil.