Moradores de rua no Brasil: uma questão social

Enviada em 01/11/2018

A Declaração Universal de Direitos Humanos, adotada em 1948 pela ONU (Organização das nações Unidas) assegura a todo cidadão o direito à saúde, liberdade, educação e moradia. No Brasil, entretanto, observa-se que nem todos os indivíduos dispõem de tais prerrogativas, haja vista os altos índices de moradores de rua, bem como do preconceito e exclusão social voltado para estes, nas vias urbanas nacionais. Dessa forma, convém analisarmos as principais consequências que tamanha problemática desencadeia na nossa sociedade contemporânea.

Em primeiro plano, é primordial ressaltar que a situação socioeconômica de inúmeras pessoas foi alterada depois da consolidação do capitalismo, pós-segunda grande guerra, ocorrida entre 1939 e 1945. Somando a isso questões sociais tais como problemas familiares, falta de oportunidade de trabalho e o uso de narcóticos, corroboram para a elevação numérica de pessoas sem moradias e de sua exclusão social. Prova disso se nota mediante os dados do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que indicam que só no ano de 2015 mais de 100 mil pessoas se encontravam em situação de rua no Brasil. Tal estatística demonstra, portanto, o quão necessário é que o governo busque resoluções para esse problema.

Além disso, segundo Rodrigo Mendes: “o preconceito é o reflexo da falta de conhecimento sobre os direitos humanos e a diversidade”. Concomitantemente ao pensamento do membro da Fundação Maria Cecília, nota-se que a questão dos moradores de rua em detrimento ao campo social se tornou algo ignorado, haja vista que grande parcela da população passa por eles sem parecer percebê-los, ou de maneira rápida e receosa uma vez que os consideram, geralmente, como meliantes. Nesse sentido, fica evidente que medidas públicas devem ser adotadas para mudar o quadro de vida dos indivíduos que estão à margem da sociedade.

Desse modo, o Ministério do Desenvolvimento Social deve promover a reintegração das pessoas em situação de rua, por meio de projetos de capacitação, habitação, e inclusão no mercado de trabalho, com o acompanhamento educacional, psicológico e profissional, a fim de prover a esse grupo social específico, condições não apenas de reinserção, mas de manutenções dignas cidadãs que qualquer ser humano merece, tal como defende a Declaração Universal dos Direitos Humanos.